quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Tráfico x Forças de Segurança na Favela do Alemão: F.O.A.P. é contra os dois!



Uma resposta do Estado - Polícia apreendeu mais de 500 armas no Alemão e Vila Cruzeiro

A operação no Complexo do Alemão faz parte da reação da polícia à onda de violência que tomou conta do Rio de Janeiro na última semana, quando dezenas de carros foram incendiados em vários pontos do Rio de Janeiro e houve ataques a policiais.

A ação dos criminosos foi vista pelo governo estadual como uma resposta às UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) instaladas nos dois últimos anos em comunidades antes dominadas pelo tráfico.

Para conter os ataques, a polícia, com apoio das Forças Armadas, realizou uma grande ofensiva na última quinta-feira (25) na Vila Cruzeiro, forçando a fuga de centenas de traficantes para o vizinho Complexo do Alemão, onde foram cercados nos dois dias seguintes.


136 fuzis, 169 pistolas, 35 metralhadoras e outros tipos de armamento

A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou na noite desta sexta-feira (3) um balanço de apreensões de armas feitas pelas duas polícias durante operações no Complexo do Alemão e na favela Vila Cruzeiro, na Penha, ambos na zona norte.

Segundo os dados, de semana passada até a última quinta-feira (2), foram recolhidos 136 fuzis, 169 pistolas, 56 revólveres, 34 espingardas, 35 metralhadoras, 18 carabinas e 18 submetralhadoras, perfazendo um total de 466 armas. Noticias posteriores revelam que as apreensões de fuzis chegaram a 277, totalizando 607 armas.

A polícia não divulgou a quantidade de presos, nem de apreensões de drogas. Informou apenas que, desde o dia 21 de outubro, recolheu quase 40 toneladas de maconha, mais de 314 kg de cocaína, 54 kg de crack e 9 kg de haxixe.

Sobre prisões, a corporação informou que, desde 21 de outubro, prendeu 82 suspeitos e apreendeu dois menores por associação para o tráfico de drogas. Outros 36 foram presos e 19 adolescentes detidos por praticarem ataques.


PREJUÍZO

Vinte e oito milhões, trezentos e quarenta e oito mil e novecentos reais. Essa é a estimativa mínima de dinheiro que traficantes da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, perderam em apreensões de armas e drogas feitas pelas polícias civil e militar desde quinta-feira até esta segunda-feira (29).

Os cálculos foram baseados na arrecadação mínima da venda de maconha e cocaína, além do prejuízo com a perda de armamentos, que são obtidos pelos traficantes por um preço até 10 vezes maior que a venda comercial para as Forças Armadas.

O maior golpe das polícias foi em um dos principais produtos de lucro dos traficantes: a maconha. Em cinco dias, foram apreendidas 36,888 toneladas da droga, uma perda de, no mínimo, R$ 18,444 milhões em venda.

De acordo com o titular da Dcod (Delegacia de Combate a Drogas), Pedro Medina, um quilo da droga prensada, após ser transformado em trouxinhas para o varejo, pode ser vendido de R$ 500 a R$ 2 mil. “Um tablete de maconha pesa cerca de um quilo. Se misturado a outras substâncias, esse mesmo quilo pode render até cinco da droga. O preço varia de acordo com a pureza da maconha”, disse.

Ainda de acordo com o policial, que está há dois meses a frente da especializada, a cocaína é o entorpecente que tem a maior relação de quantia e lucro. O faturamento de um quilo da droga, após ser vendido nos chamados sacolés, varia de R$12 mil a R$ 15 mil.

Durante as operações, foram apreendidos 288 quilos de cocaína. Ou seja, o tráfico deixou de arrecadar, calculando como base o preço do quilo a R$ 12 mil , pelo menos R$ 3,456 milhões.

Segundo Medina, não é possível fazer uma estimativa do lucro mensal do tráfico de drogas, mas as apreensões e a perda do território foram determinantes para desarticular um ciclo de violência. “Com essas apreensões eles não têm dinheiro para comprar armas e, assim, não tem poder para subjugar moradores”, afirmou.

De quinta-feira (25) até essa última segunda, foram apreendidos: 135 armas de cano longo, como fuzis e carabinas, incluindo: 2 metralhadoras; 9 submetralhadoras; 6 espingardas; uma carabina; além de 24 armas de pequeno porte, como pistolas e revólveres; e 120 granadas.

Policiais da Drae (Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos) afirmaram ao iG que o preço das armas no chamado mercado negro é bem maior do que o preço real do armamento. De acordo com um dos inspetores, que obteve as informações através de escutas telefônicas, o preço é calculado tendo como base o fuzil calibre 762.

"Um fuzil desse porte é vendido para as Forças Armadas por cerca de R$ 10 mil. Mas no tráfico de armas, uma arma dessas varia de R$ 50 mil a R$ 70 mil”, disse. Segundo o inspetor, que não quis se identificar, o preço do fuzil é usado como base porque é a arma de grande porte de mais fácil manejo para o traficante.

“Além disso, os bolivianos e colombianos, principais fornecedores do armamento, levam em conta o deslocamento da arma e o risco de serem presos com a entrada ilegal do armamento no País”. O preço também varia de acordo com o ano de fabricação do fuzil e a quantidade comprada.

De acordo com o inspetor, tendo como base o preço do fuzil, o restante do armamento é comprado de acordo com a potência. “Em uma metralhadora o tráfico paga cerca de R$ 70 mil, já em uma submetralhadora de R$ 30 mil a R$ 50 mil. Já as armas de pequeno porte custam o dobro ou triplo do preço do mercado. Uma pistola é vendida por R$ 6 mil, já uma granada, adquirida pelo preço normal de R$ 800, no mercado negro chega a R$ 2 mil”, afirmou.

Desvios e corrupção policial

A cúpula de Segurança do Rio investiga o envolvimento de policiais no desvio de dinheiro, drogas e armas apreendidas, além de facilitação de fuga de traficantes.

As polícias Militar e Civil, cujos contingentes somam 1.600 homens, não relataram nenhuma apreensão de dinheiro.

A Polícia Federal, que atua com 300 homens, anunciou ter recolhido R$ 39.850, e o Exército, que tem 800 soldados, relatou R$ 106 mil. Apurou-se, porém, que esse valor declarado pelo Exército foi registrado na delegacia da Penha como R$ 75,1 mil. Na versão da 22ª Delegacia de Polícia, na Penha, a quantia apreendida pelo Exército foi de US$ 27 mil mais R$ 29 mil (total de R$ 75,1 mil). Procurado de novo, o Comando Militar do Leste não quis comentar as declarações.


Uma autoridade que pediu para não ter o seu nome divulgado disse que está havendo no Alemão “uma verdadeira caça ao tesouro”, o que está deixando vários policiais indignados. Suspeita-se que o dinheiro que deveria ter sido apreendido tenha saído da favela em mochilas de policiais, enquanto carros de polícia eram usados para levar pertences como televisores. Contrariados por presenciar esses furtos, integrantes do Bope (Batalhão de Operações Especiais) atiravam nas telas de TVs que estavam sendo levadas, disse uma fonte à reportagem vinculada pela Folha.

A cúpula da segurança também investiga denúncias e indícios de que policiais teriam avisado traficantes sobre o cerco, em troca de dinheiro, permitindo a fuga dos bandidos. Em agosto, a Folha revelou que a Secretaria de Segurança investiga a existência de uma “caixinha” do tráfico da Rocinha para pagar policiais que dão informações sobre ações contra o tráfico.

A Corregedoria Geral Unificada, da Secretaria Estadual de Segurança, vem recebendo denúncias sobre a fuga dos traficantes do Complexo do Alemão durante as ações militares e policiais. Uma das informações investigadas é a de que três policiais teriam recebido seis barras de ouro dos bandidos para facilitar a fuga. Ainda não há confirmação se isso ocorreu. "A denúncia está um pouco vaga, mas já iniciamos a apuração. Procuramos reunir provas para punir os autores ou autor do desvio de conduta", afirmou o corregedor, desembargador Giuseppe Vitagliano.


FORÇA ORGANIZADA ANTI PROIBICIONISTA - FOAP - AUTO CULTIVO

Por isso a FORÇA ORGANIZADA ANTI PROIBICIONISTA vai na contramão tanto das forças policiais quanto ao movimento do tráfico de drogas. Ambas atuações são danosas a sociedade como um todo, e são movimentos desesperados para solucionar a exclusão social, má distribuição de rendas, a confusão quanto aos direitos e deveres e o mal desempenho do papel cidadão dos indivíduos e coletivos, seja pobre ou rico, seja bandido ou policial. Lutamos pelo usuário da cannabis e seus interesses, o elo mais fraco nessa disputa de poder, que financia 33 milhões ao tráfico, leva prejuízo, tem que se envolver com bandidagem, corre risco de ser extorquido, preso ou morto pela policia.

E a culpa é de quem? Eu que fumo minha erva e não faço mal a ninguém?


quinta-feira, 15 de julho de 2010

Associação Neurocientifica declara apoio a uso medicinal e recreativo da maconha após prisão de músico

A notícia divulgada pela FOLHA UOL hoje, dia 14/07/2010, diz que um grupo de neurocientistas que estão entre os mais renomados do país escreveu uma carta pública para defender a liberalização da maconha não só para uso medicinal, mas para "consumo próprio", informou Eduardo Geraque em reportagem publicada na edição de quarta-feira do periódico. A motivação do documento foi a prisão do músico Pedro Caetano, baixista da banda de reggae Ponto de Equilíbrio, preso desde o dia 1º sob acusação de tráfico por cultivar dez pés de maconha e oito mudas da planta em casa, em Niterói (RJ). Segundo o advogado do músico, ele planta a erva para consumo próprio.

Os cientistas falam em nome da SBNeC (Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento), que representa 1.500 pesquisadores. De acordo com os membros da sociedade, existe conhecimento científico suficiente para, pelo menos, a liberalização do uso medicinal da maconha no Brasil. Veja a íntegra da carta:

"A planta Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha, é utilizada de forma recreativa, religiosa e medicinal há séculos mas só há poucos anos a ciência começou a explicar seus mecanismos de ação.

Na década de 1990, pesquisadores identificaram receptores capazes de responder ao tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo da maconha, na superfície das células do cérebro. Essa descoberta revelou que substâncias muito semelhantes existem naturalmente em nosso organismo, permitiu avaliar em detalhes seus efeitos terapêuticos e abriu perspectivas para o tratamento da obesidade, esclerose múltipla, doença de Parkinson, ansiedade, depressão, dor crônica, alcoolismo, epilepsia, dependência de nicotina etc. A importância dos canabinóides para a sobrevivência de células-tronco foi descrita recentemente pela equipe de um dos signatários, sugerindo sua utilização também em terapia celular.

Imagem publicada na matéria da folha falando do uso terapeutico da maconha


"Em virtude dos avanços da ciência que descrevem os efeitos da maconha no corpo humano e o entendimento de que a política proibicionista é mais deletéria que o consumo da substância, vários países alteraram, ou estão revendo, suas legislações no sentido de liberar o uso medicinal e recreativo da maconha. Em época de desfecho da Copa do Mundo, é oportuno mencionar que os dois países finalistas, Espanha e Holanda, permitem em seus territórios o consumo e cultivo da maconha para uso próprio.

Bedrocan, uma das variedades de maconha medicinal vendidas na Holanda



Ainda que sem realizar uma descriminalização franca do uso e do cultivo, como nestes países, o Brasil, através do artigo 28 da lei 11.343 de 2006, veta a prisão pelo cultivo de maconha para consumo pessoal, e impõe apenas sanções de caráter socializante e educativo.




White Widow e Bio, duas das centenas de variedades de maconha para uso recreativo vendidas na Holanda.


Infelizmente interpretações variadas sobre esta lei ainda existem. Um exemplo disto está no equívoco da prisão do músico Pedro Caetano, integrante da banda carioca Ponto de Equilíbrio. Pedro está há uma semana numa cela comum acusado de tráfico de drogas. O enquadramento incorreto como traficante impede a obtenção de um habeas corpus para que o músico possa responder ao processo em liberdade. A discussão ampla do tema é necessária e urgente para evitar a prisão daqueles usuários que, ao cultivarem a maconha para uso próprio, optam por não mais alimentar o poderio dos traficantes de drogas.

Cultivo de maconha empreendido por agricultor Brasileiro, vulgo "Bedrocan".


A Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC) irá contribuir na discussão deste tema ainda desconhecido da população brasileira. Em seu congresso, em setembro próximo, um painel de discussões a respeito da influência da maconha sobre a aprendizagem e memória e também sobre as políticas públicas para os usuários será realizado sob o ponto de vista da neurociência. É preciso rapidamente encontrar um novo ponto de equilíbrio.



Stevens Rehen e Sidarta Ribeiro, neurocientistas a favor da liberalização de uso recreativo e medicinal da maconha.

Cecília Hedin-Pereira (UFRJ, diretora da SBNeC)

João Menezes (UFRJ)

Stevens Rehen (UFRJ, diretor da SBNeC)

Sidarta Ribeiro (UFRN, diretor da SBNeC) "



A FORÇA ORGANIZADA ANTI PROIBICIONISTA (F.O.A.P.), EM NOME DE TODOS SEUS MEMBROS, PARABENIZA AOS CIENTISTAS DEVIDO SEU COMPROMISSO SOCIAL E POLÍTICO , COM UMA QUESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE PÚBLICA: ÉTICOS E TRANSPARENTES, LUTAM COM EMBASAMENTOS CIENTIFICOS E DADOS IRREFUTÁVEIS PELA QUESTÃO DA CANNABIS.


NOS DA FOAP, COMO TAIS CIENTISTAS, LUTAMOS POR UMA SOCIEDADE COM:
* MAIOR REDUÇÃO DE DANOS
*MAIS REGULAMENTADA QUANTO AO USO DA MACONHA
* MENOS PRECONCEITUOSA
*MAIS ATENCIOSA E MENOS VITIMADORA DE SEUS PROPRIOS CIDADÃOS (POR QUEM DEVERIAM ZELAR), TÃO PAGADORES DE IMPOSTOS COMO TODOS.


EM BUSCA DE SOLUÇÕES PARA OS PROBLEMAS ORIUNDOS DA CANNABIS E SEU USO, A FOAP E SEUS MEMBROS LUTAM POR UMA SOCIEDADE BRASILEIRA QUE CUMPRA SUAS LEIS VIGENTES, COMO CITADO PELO ARTIGO 28 DA LEI 11.343 DE 2006, É VETADA A PRISÃO PELO CULTIVO DE MACONHA PARA CONSUMO PESSOAL, SENDO IMPOSTO APENAS SANÇÕES DE CARATER SOCIALIZANTE E EDUCATIVO.

A FOAP VISA FOMENTAR A DISCUSSÃO DO TEMA, E TODOS SEUS MEMBROS DEIXAM AQUI DECLARADA SUAS EMOÇÕES PERANTE TAIS AVANÇOS RELATIVOS A CANNABIS NO CENÁRIO NACIONAL.


MENCIONAMOS QUE ALGUNS PIONEIROS NO CULTIVO DA MACONHA, infelizmente, JA FORAM PRESOS NA ESPANHA PELO CULTIVO DE ERVA, ATÉ QUE HOUVE MUDANÇAS RELATIVAS AS POLITICAS PUBLICAS PARA CANNABIS. COMEMORAMOS A VITÓRIA DO NOSSO PIONEIRO, PEDRO CAETANO, E SUA CONQUISTA DE LIBERDADE MEDIANTE CORREÇÃO DAS DETURPAÇÕES DA APLICAÇÃO DA LEI.

Propaganda Antiproibicionista desenvolvida por cultivador de maconha brasileiro.


LUX

sexta-feira, 8 de maio de 2009

ENCOD - Liberdade para Plantar!

Dois dos objetivos da F.O.A.P.-Força Organizada Anti Proibicionista, são: 1) Fomentar e promover, no Brasil, o debate sobre a alteração da Convenção de 1961 sobre as drogas; e 2) Pedir que seja estabelecido o direito de cada cidadão adulto do Brasil (e do mundo) poder cultivar e possuir plantas de cannabis para uso pessoal e fins não comerciais.Assim, estamos publicando o manifesto da ENCOD, que tem princípios muito parecidos com os da F.O.A.P.


Manifesto ENCOD - Liberdade para Plantar.


Pedimos à ONU que estabeleça o direito de cada cidadão adulto do mundo poder cultivar e possuir plantas naturais para uso pessoal e fins não comerciais, usando a técnica e equipamento disponíveis para o efeito.

Ao longo de milhares de ano, pessoas de todo o mundo cultivaram maconha, folhas de coca, papoulas de ópio e outras plantas para fins medicinais, para fins recreativos e fins religiosos.
.
Hoje em dia, pelo menos 35 milhões de pessoas na União Europeia e mais de 200 milhões no mundo inteiro continuam a usar algumas destas plantas.


Bedrocan, uma das espécies de cannabis desenvolvidas na Holanda para venda medicinal.


Desde 1961, no entanto, por imposição de uma convenção da ONU aplicável a quase todos os países do mundo, estas plantas estão proibidas. Pessoas foram mortas, torturadas, aprisionadas, estigmatizadas e arruinadas por as cultivarem, venderem ou consumirem.


Traficante morto em operação policial na favela da rocinha.

O consumo de drogas pode provocar problemas, especialmente entre os jovens. Mas o fato de as drogas estarem proibidas tem consequências desastrosas. Obriga seus usuários a assumirem estilos de vida que se tornam nocivos a eles próprios e aos outros, e cria problemas de saúde que poderiam facilmente ser evitados.


A proibição das drogas dá o total controle de sua comercialização ao crime organizado. Embora grandes quantias de dinheiro público estejam sendo gastas numa guerra às drogas, toda a evidência nos prova que este esforço é ineficaz e contra-produtivo.

A ENCOD é uma plataforma Europeia de cidadãos que desejam uma forma eficaz e inteligente de tratar o problema das drogas. Acreditamos que só a regulamentação legal do mercado das drogas irá reduzir esses problemas. Uma tal regulamentação melhoraria os padrões de vida de milhões de pessoas, ao mesmo tempo que diminuiria significativamente uma das maiores fontes de rendimento criminoso a nível mundial.

Cardápio de Coffee Shop Holandês - há mais de 30 anos, estabelecimentos vendem maconha legalmente no país europeu.


Um dos nossos objetivos é alterar a Convenção de 1961 sobre as drogas. Pedimos à ONU que garanta o direito de cada cidadão adulto do mundo poder cultivar e possuir plantas naturais para uso pessoal e fins não comerciais, usando a técnica e equipamento disponíveis para o efeito. Ao mesmo tempo, aos países deveria ser permitido experimentar políticas não baseadas na proibição.



A guerra às drogas deve acabar. Ajude-nos a promover a paz: seja contra a Proibição!



Cartas Para Conto: 001- 3470861-83 Att. ENCOD vzw - Belgica Bank: FORTIS, Warandeberg 3, 1000 Bruxelas IBAN: BE 14 0013 4708 6183 SWIFT: GEBABEBB



Publicado quarta-feira 30 de Maio de 2007 00:53, por encod . Atualizado quarta-feira 1 de Agosto de 2007 02:42

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A Marcha da Maconha 2009





No primeiro final de semana de maio acontece no mundo, e no Brasil, uma das mais fortes experiências da liberdade de expressão e manifestação ideológica contemporânea: a Marcha da Maconha.




No site, a organização do evento diz que "A Marcha da Maconha visa construir espaços onde indivíduos e instituições interessadas em debater a questão possam se articular e dialogar, estimulando reformas nas Leis e Políticas Públicas sobre a maconha e seus diversos usos. Nossa intenção é ajudar a criar contextos sociais, políticos e culturais onde todos os cidadãos brasileiros possam se manifestar de forma livre e democrática a respeito das políticas e leis sobre drogas do país, e exigir formas de elaboração e aplicação dessas políticas e leis que sejam mais transparente, justas, eficazes e pragmáticas, respeitando a cidadania e os Direitos Humanos".





E completa: "Acreditamos que já é hora de discutir reformas mais concretas nas políticas e leis sobre a planta e seu uso, de forma a incluir os dados científicos mais atuais e contando com uma maior participação da sociedade civil".




O jornal "O Dia Online" publicou no dia 15/04/2009 que "O juiz Luis Gustavo Grandinetti Castanho de Carvalho, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, concedeu liminar autorizando a Marcha da Maconha, a ser realizada no dia 9 de maio, no Posto 9, em Ipanema, na Zona Sul. Em sua decisão, o juiz alega que o pedido para a realização da manifestação - feito pelo advogado Nilo Batista - foi aceito por ser um exercício da liberdade de expressão e de pensamento, além ainda de obedecer ao direito de reunião". (notícia aqui!)





Segundo o juiz Luis Gustavo Grandinetti Castanho de Carvalho, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, "O Judiciário, nem qualquer outro Poder da República, pode se arrogar a função de censor do que pode ou do que não pode ser discutido numa manifestação social. Quem for contra o que será dito, que faça outra manifestação para dizer que é contra e por que. No caso dos autos, que digam por que a maconha e outras drogas legais, como o álcool, fazem mal a saúde; exibam depoimentos de ex-viciados; transmitam o que dizem os especialistas da saúde etc. O que não podem fazer é tentar impedi-la".


Este ano, a organização da Marcha da Maconha 2009 providenciou várias mascáras para download em seu site, basta imprimir: Gilberto Gil, Luana Piovani, Bezerra da Silva, Marcelo D2 e Fernando Gabeira são algumas destas caras. Assim, aqueles que temem pela revelação de suas identidades também podem participar sem a menor preocupação (faça download das máscaras aqui!)



O evento Marcha da Maconha acontece...


» 2 DE MAIO de 2009 em GOIANIA, na Pça. Universitária, 14hs

» 3 DE MAIO de 2009 em:
FLORIANÓPOLIS - Trapiche - Beira-mar Norte, 15hs
FORTALEZA - Aterro da Praia de Iracema, 15hs
JOÃO PESSOA - Pça. Antenor Navarro, 14hs
RECIFE - Rua do Apolo - Bar do Fogão, 14hs
SALVADOR - Farol da Barra, 14hs
SÃO PAULO - Parque Ibirapuera - Marquise, 14hs

» 9 DE MAIO de 2009 em:
AMERICANA - Parque Ecológico Municipal, 10hs
BELO HORIZONTE - Praça da Estação, 15hs
BRASÍLIA - Catedral, 15hs
CURITIBA - Largo da Ordem, 14hs
JUÍZ DE FORA - Parque Halfeld, 11hs
PORTO ALEGRE - Av. José Bonifácio, 15hs
RIO DE JANEIRO - Ipanema - Posto 9, 15hs


Consulte AQUI os mapas com todo trajeto que a marcha irá percorrer em cada cidade que irá acontecer!


Para maiores informações, acesse o site da Marcha da Maconha aqui!

OBS I: O EVENTO É PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS

OBS II: NÃO USE NADA NO EVENTO - A CANNABIS AINDA É PROIBIDA, MAS O DIREITO DE DISCORDÂNCIA QUANTO A SUA POLITICA DE TRATAMENTO NÃO.

INFORMATIVO "REDUÇÃO DE DANOS E CANNABIS" somente para maiores de 18 anos - Parte II



QUAIS OS DANOS?


Os principais danos e riscos que estão associados à maconha são: adquirir a cannabis com traficantes e financiar o tráfico, ser reprimido pela aquisição da cannabis por policiais e ser preso, a péssima qualidade da cannabis, e todas às conseqüências sociais da proibição e repressão do consumo e cultivo da cannabis: abusos de autoridade, gastos com a política proibicionista e repressiva (que é ineficaz e gera mais danos, ao invés de reduzir), falta de controle sanitário e tributário do consumo (controle de acesso por menores de idade, arrecadação de impostos, como é feito com o legalizado tabaco

PM´s cumprindo mandados de prisão contra traficantes da Favela da Vila Cruzeiro (penha) acusados de controlar as bocas-de-fumo da área.



PROCEDIMENTOS E INFORMAÇÕES VISANDO REDUÇÃO DE DANOS:


§ A Cannabis pode prejudicar o feto na gravidez, como qualquer substância;

§ Evite usar Cannabis se tiver sintomas depressivos, esquizofrênicos e/ ou outro distúrbio, ou se utilizar algum medicamento; sempre consulte seu médico sobre o uso da cannabis;

§ É recomendável resfriar e filtrar a fumaça da Cannabis: dispositivos como Vaporizador e “Bong” (pode até ser feito em casa) filtram até 90% dos resíduos e resfriam a fumaça, causando menor dano ao sistema respiratório;

§ Se for dirigir, não fume!

§ Caso você fume Maconha e a compre de traficantes, lembre-se: a Nova Lei Antidrogas 11.343 prevê punições semelhantes para quem é pego tanto como portando maconha ou como plantando para seu consumo pessoal; assim, é mais seguro acabar com os riscos e danos do comércio negro (financiar o tráfico) e ser produtor da própria Cannabis.

Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: I - advertência sobre os efeitos das drogas; II - prestação de serviços à comunidade; III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

§ 1o Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica.


publicado por General H. Ashar

segunda-feira, 23 de março de 2009

INFORMATIVO “REDUÇÃO DE DANOS E CANNABIS” – somente para maiores de 18 anos

A Cannabis, a popular Maconha, no inicio do século 20 passou a ser considerada tão importante para o mercado quanto o petróleo é atualmente: Henry Ford havia conseguido criar um carro que utilizava como combustível biodiesel feito a partir do óleo da semente de Cannabis (teríamos poupado nosso planeta de toda destruição que fizemos!!). Ainda no início do século o cultivo, comércio e consumo de Cannabis foram proibidos em quase todos os países no mundo devido a pressões dos EUA: defendiam interesses das Petroquímicas, pois o produto era altamente rentável - exigia alta tecnologia para ser explorado e produzido.

No Brasil, a Cannabis foi proibida desde 1932. Desde então tem ocorrido um processo violento de repressão e proibição às práticas e culturas de consumo e cultivo dessa planta, toleradas anteriormente no mundo todo. A repressão e a proibição geraram a marginalização e a criação de um mercado negro da Cannabis e derivados, que alimentam grupos criminosos e terroristas do Brasil, Paraguai, Afeganistão, Indonésia e outros, como o Comando Vermelho, o PCC e a Al Qaeda.


As principais conseqüências negativas geradas pela criminalização e proibição são:



§ Preconceito e exclusão social das pessoas que consomem Cannabis e derivados ou que façam seu cultivo ou comércio;


§ Venda e Consumo de Cannabis sem regulamentação: realizados até por menores de idade!

* Sem devidos controles sanitários: Cannabis é de má qualidade, vendida para menores de 18 anos.

* Sem devidos controles tributários: Cannabis atualmente só consome a renda do estado, não reverte renda ao estado (para prevenir danos gerados e investir a arrecadação em prevenção).


§ Exposição das pessoas que consomem Cannabis e derivados a riscos e danos gerados pela proibição do consumo, como a violência dos traficantes e extorsão policial.

O QUE É REDUÇÃO DE DANOS?

Redução de Danos é um conceito adotado por volta de 1980 para lidar com possíveis problemas relacionados ao uso de drogas. Consideram-se as pessoas que usam drogas como cidadãos, que pagam impostos, e assim são dotados dos mesmos direitos que todos, com capacidade de manifestação, escolha e atuação.

Faz-se necessário um diálogo franco e aberto, com realismo e em busca das necessidades individuais e coletivas que o assunto exige. A Nova Lei Antidrogas, n. 11.343 diz:

Art. 18. Constituem atividades de prevenção do uso indevido de drogas, para efeito desta Lei, aquelas direcionadas para a redução dos fatores de vulnerabilidade e risco e para a promoção e o fortalecimento dos fatores de proteção.


Art. 20. Constituem atividades de atenção ao usuário e dependentes de drogas e respectivos familiares, para efeito desta Lei, aquelas que visem à melhoria da qualidade de vida e à redução dos riscos e dos danos associados ao uso de drogas





No próximo tópico comentaremos sobre quais danos reduzir e informaremos sobre procedimentos visando reduzir danos.


Fiquem atentos!